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La Historia del Bejuco: Una Lectura Etnopsicoanalítica

Resumen

El objetivo de este artículo es realizar una lectura etnopsicoanalítica del mito La historia del bejuco, del pueblo Huni Kuin. Para el análisis, consideramos la centralidad de la sexualidad, la analogía entre sueño y mito y las asociaciones del investigador. Adoptamos el modelo freudiano de interpretación de los sueños, lo que nos permitió fragmentar la narrativa en partes con múltiples significados y establecer correlaciones con otros mitos, tal como sugiere Lévi-Strauss.

En el mito analizado, la serpiente/boa y la anta aparecen como símbolos fálicos. La serpiente es considerada por el psicoanálisis como el principal símbolo fálico, mientras que la anta es representada como un amante atractivo por poseer un pene grande. Específicamente en el caso de este mito, exploramos la idea de que, a diferencia de la sociedad occidental, el acto sexual extramatrimonial con extraños no genera culpa, sino peligro. También discutimos el complejo de Edipo y la relación entre “comer” y el “acto sexual” en la relación entre el personaje Yube y los hijos serpientes. Por último, destacamos que un mismo mito puede permitir múltiples interpretaciones; aquí exploramos solo algunas posibles lecturas desde la perspectiva de la etnopsicoanálisis.

 

 

PDF (Português)

Biografía del autor/a

Marina Silva

Psicóloga, mestra pela Universidade Estadual de Maringá, com atuação em Saúde Mental e atenção aos povos indígenas no Distrito Sanitário Especial Indígena Litoral Sul, Brasil.

Eliane Domingues

Professora do Departamento e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil.


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