https://rppsicanalise.org/index.php/rpp/issue/feedRevista Portuguesa de Psicanálise2025-12-19T07:50:53+00:00Jorge Câmararpp@rppsicanalise.orgOpen Journal Systems<p>A Revista Portuguesa de Psicanálise (RPP) é a publicação científica oficial da Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP) e sua propriedade jurídica e intelectual.<br />eISSN: 2184-0016 | ISSN: 0873-9129 | ERC: 108631</p>https://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/312Nota Editorial2025-12-19T04:31:28+00:002025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 https://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/288Timeline da Sociedade Portuguesa de Psicanálise2025-09-10T08:51:22+00:00Ana Belchior Melíciasmail@anamelicias.com<p>Este testemunho celebra a memória coletiva, a Efeméride dos 50 anos da Fundação da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, no dia 24 de Fevereiro de 1973. Para reconstruir o passado no tempo e no espaço, mas acima de tudo para mapear e espacializar a memória, foi investigada a história e desenhada graficamente a Timeline da Sociedade Portuguesa de Psicanálise. Uma linha do tempo, uma narrativa coletiva possivelmente de coesão da identidade de grupo, funcionou simultaneamente como pele institucional agregadora face à fragmentação, mas também como manifesto da história e daquilo que os pioneiros e todos os membros da SPP tinham já co-construído. </p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Ana Melíciashttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/273O Ouro Puro da Psicanálise2025-07-15T15:08:09+00:00Carla Cruzcmicruz@hotmail.com<p>Neste trabalho, são referidas as mudanças que surgiram ao longo dos últimos 50 anos: a sociedade mudou, os pacientes mudaram e a psicanálise está a mudar. Como tratamento, a psicanálise teve o seu tempo áureo quando outras formas de terapia não estavam disponíveis e o tratamento farmacológico tão divulgado. Comparativamente com a época do início da Sociedade Portuguesa de Psicanálise, os candidatos a psicanalistas têm hoje dificuldades em encontrar pacientes que estejam imediatamente disponíveis para iniciarem um trabalho com a frequência necessária para uma supervisão de formação. A construção do paciente analítico, é hoje uma etapa inevitável antes do início de uma análise com frequência intensiva.</p> <p>Há todo um mundo em mudança, contudo a essência psicanalítica é fundamentalmente mantida intacta, por esse motivo a autora intitulou este trabalho de: o ouro puro da psicanálise.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Carla Cruzhttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/294A Eternidade no Tempo Interno2025-09-30T13:20:41+00:00Jaime Milheirojaimemilheiro@netcabo.pt<p>Um testemunho pessoal de Dr. Jaime Milheiro no âmbito da comemoração da Revista Portuguesa de Psicanálise.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Jaime Milheirohttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/313Psicanálise e Liberdade2025-12-19T07:39:45+00:00Luísa Branco Vicenteluisabrancovicente@gmail.com2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Luísa Branco Vicentehttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/289Av. da República, 97 - 5º2025-09-20T13:37:53+00:00Tomás Migueztomasmiguez@hotmail.com2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Tomás Miguezhttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/281O Corpo no Divã, o Divã no Sonho2025-08-23T18:06:37+00:00Conceição Melo Almeidaconceicao.m.almeida@hotmail.com<p>Neste artigo, a autora argumenta que a era atual, ao normalizar vivências desumanizantes, gera pacientes que desafiam os limites do analisável. A autora destaca o impacto de tal facto na formação de psicanalistas e propõe repensar os modelos formativos. Recorre à “banalidade do mal”, de Arendt, para refletir nas marcas da arrogância e da intolerância, frequentemente disfarçadas de sucesso e segurança. Analiticamente, esses fenómenos são ligados à pré-genitalidade e à fragilidade do <em>self </em>— defesas contra o medo da desintegração e do vazio, ainda sem representação ideacional. A autora aprofunda a função analítica como via transformadora de estados mentais colonizados, questionando o ensino da <em>rêverie </em>e da intuição na formação. Revisita autores como Levine, Civitarese, Green e Parsons. A partir de uma vinheta clínica, analisa a simbologia do <em>setting </em>como expressão externa da mente em estado onírico, sublinhando a importância da construção prévia de um <em>setting </em>interno na díade e de uma atitude formativa não colonizadora.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Conceição Melo Almeidahttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/268O Negativo Genocida e a Matriz Cultural do Objeto2025-07-24T15:59:26+00:00Maria José Martins de Azevedomariajoseazevedo@rppsicanalise.org<p>A clínica contemporânea é devedora de uma visão hipercomplexa da dinâmica do par analítico. Esta visão considera não só as exigências do trabalho interno, de integração, dos desenvolvimentos fantasmático, libidinal e objetal, das elaborações intersubjetivas e intersubjetivas, as decorrentes da co-construção criativa, presentes na transferência-contratransferência, mas também as exigências decorrentes da ausência, dos fenómenos do negativo, como ainda estende o lugar do inconsciente, recalcado, e do projetado ao inconsciente do agir, da família e do grupo. <br />Na visão proposta, a matriz interna onde decorre a experiência intersubjetiva — o ambiente emocional e cultural, no qual o objeto habita no interior do sujeito — bem como a matriz intersubjetiva familiar e comunitária — na qual se inscrevem as relações e os laços afetivos se organizam e se perpetuam — representam o cenário negativo do objeto. Numa etapa avançada do processo analítico, o par acede àquelas matrizes, a? estória encriptada, mediante a análise do negativo da relação transfero-contratransferencial. <br />A elaboração da hipercomplexidade permite o empoderamento da subjetividade: estória pessoal e familiar e contexto histórico do grupo. A instância dessa abordagem é ilustrada mediante um caso clínico, no qual o gesto suicida representa o lado positivo do negativo ausente: o contexto do genocídio ancestral.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Maria José Martins de Azevedohttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/277Momentos de Não Ser2025-07-24T07:29:27+00:00Maria Cristina Farias Ferreirac.fariasferreira@gmail.com<p>Este artigo nasce do convite feito aos membros da Sociedade Portuguesa de Psicanálise por ocasião de seus 50 anos, com o propósito de recordar o passado, pensar no presente e sonhar o futuro. A partir do apreço declarado de Freud pela literatura — traço fundador da própria Psicanálise —, retoma-se a interlocução entre os dois campos, com o apoio de autores contemporâneos que legitimam esse diálogo. Nesse percurso, a autora detém-se nas particularidades da escrita de Virginia Woolf, cuja reflexão memorialística e estilística adquire relevo central. Seus momentos de ser e de não ser oferecem imagens potentes de presença e suspensão subjetiva. A partir desses conceitos literários e existenciais, no texto é interrogado o trabalho analítico diante de pacientes que, por efeito de traumas precoces — incluindo, por vezes, o abuso sexual —, vivem estados de apagamento psíquico e ausência de si. Com base nas contribuições de sonhar de Bion, da impossibilidade de sonhar de Ogden, da escuta de casos difíceis de Fernanda Alexandre e do silêncio de Vidigal, entre outros, propõe-se uma clínica da sustentação, voltada para formas primitivas de existência. Três vinhetas clínicas ilustram essa escuta que sustenta e faz (re)nascer vida e sentidos.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Maria Cristina Farias Ferreirahttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/282VITALIDADE POTENCIAL versus VITALIDADE CINÉTICA2025-07-24T12:18:27+00:00Ana Luísa Ferreiraanaluisaferreira.mail@gmail.com<p>Este trabalho tem como objetivo uma aproximação à compreensão e aprofundamento do conceito de vitalidade em Psicanálise. Partindo da experiência clínica com uma adolescente e com uma criança, a autora propõe um desdobramento do conceito de forma a contemplar a expressão da vitalidade quer no registo da simbiose como no registo da separação. É dedicada especial atenção à vitalidade na dimensão narcísica. Isto é, como marca da preservação do narcisismo primário.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Ana Luísa Ferreirahttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/271Tudo Isto e Nada Disto é Ser Analista em Formação2025-07-19T22:09:54+00:00Carmen Thadeucarmenthadeu@gmail.comSara Carvalhalgeral@saracarvalhal.pt<p>Partindo da reflexão sobre a experiência de ser psicanalista em formação, da leitura do artigo “Identifications in training: The unending road to Thebes” (Oliveira et al., 2024) e do livro <em>Dear Candidate: Analysts from around the world offer personal reflections on psychoanalytic training, education, and the profession </em>(Busch, 2021), as autoras propõem pensar em como um psicoterapeuta se pode tornar psicanalista.</p> <p>Como pode o candidato construir a sua história a partir da história comum institucional? O que é ser candidato de primeiro ano, recém-chegado e encontrando-se entre o sonho idealizado de se tornar psicanalista, mas também com tensões próprias, internas e externas? Como conciliar tantas vozes dentro de si nas primeiras sessões em análise? Como descobrir a própria voz?</p> <p>Assumindo a escrita como autobiográfica e a honestidade como a melhor qualidade de um texto (Ogden, 2022, p.163), as autoras procuram pensar na entrada na Sociedade Portuguesa de Psicanálise com um novo olhar sobre a experiência profissional dos candidatos, integração de novas aprendizagens na prática clínica e a construção de uma identidade analítica. Questionam-se sobre o que é ser psicanalista, debruçando-se sobre a idealização do psicanalista, o encontro com o próprio analista fora da sessão de análise, o desenvolvimento da capacidade negativa, as identificações inconscientes, as desidentificações necessárias e a integração da função analítica nos candidatos.</p> <p>O crescente sentimento de pertença a um Instituto e à Sociedade, na visão das autoras, parece estar sustentado pela confiança que os colegas psicanalistas em formação e psicanalistas depositam nos novos membros, refletida na tendência de se referirem aos “candidatos” como “psicanalistas em formação”. Neste contexto, os psicanalistas em formação atrevem-se a pensar nas suas identificações mais inconscientes e a diferenciarem-se do outro; o contacto e a colaboração com pares e psicanalistas, as leituras que a formação possibilita, mas também a capacidade de fazer uso dessas ferramentas no contexto de supervisão, aberto o caminho na análise pessoal, convidam os candidatos a pensar por si.</p> <p>As autoras procuram analisar o impacto da reflexão sobre temáticas tão centrais na formação de um psicanalista, propondo que um candidato que inicia este percurso de olhos postos nas suas referências se permita encontrar o caminho dentro de si, percebendo a importância de seguir na relação com os outros, tolerando os medos e permitindo-se a confiança de suportar as dúvidas. Chegado a este lugar, o seu, o psicanalista em formação está mais disponível para o aqui e agora, para a experiência emergente na relação analítica, realidades inconscientes desconhecidas que se manifestam num plano intersubjetivo e que passam a poder ser contidas e elaboradas (Levine, 2022, p. 2).</p> <p>Como disse Freud — o primeiro analista em formação — na sua autobiografia: “I was occupied in finding my way in my new profession” (citado por Phillips, 2014, p.102), também ao psicanalista em formação se coloca uma questão essencial, que remete para o próprio futuro: encontrar o caminho para casa, rumo a uma função analítica cada vez mais integrada e sobretudo íntima e profundamente sua, feita de tudo isto e de nada disto, que é caminhar confiante entre dúvidas e estar disponível para esta ampla construção.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Carmen Thadeu, Sara Carvalhalhttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/302Subjetividade Nómada e Escuta Analítica2025-10-20T13:05:08+00:00Silvia Raquel Acostacentrodrac@gmail.com<p>No artigo, são analisadas as transformações da subjetividade nas sociedades contemporâneas hipermóveis e os desafios que estas colocam à escuta psicanalítica. Com base na noção de subjetividade nómada de Rosi Braidotti, distinguem-se três configurações psíquicas e temporais: o exilado, o migrante e o nómada. Enquanto o exilado permanece ligado ao passado pela perda e o migrante habita um tempo burocrático suspenso, o nómada constrói a sua identidade através do movimento e da transição, mais do que da pertença. A partir do conceito de não-lugares de Marc Augé — espaços de trânsito desprovidos de memória —, no texto propõe-se que a psicanálise pode transformar esses vazios em lugares de encontro e de sentido. As vinhetas clínicas de “pacientes nómadas” revelam fragmentação, ansiedade e dificuldade em criar vínculos no meio do deslocamento constante. Nesta fluidez, a fiabilidade e a constância temporal do analista tornam-se âncoras para a historização e a localização subjetiva. A mobilidade é apresentada como hierarquia social e condição psíquica, evidenciando as contradições entre o nomadismo digital privilegiado e a migração forçada. A escuta analítica redefine-se como prática capaz de habitar o entre-dois, onde identidade, língua e pertença permanecem abertas, heterogéneas e em permanente construção.</p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 Silvia Raquel Acostahttps://rppsicanalise.org/index.php/rpp/article/view/266Recensão de Livro 'Habitats Internos. Conversas com Psicanalistas'2025-07-13T17:20:13+00:00João Pedro Froissimurg@mail.telepac.pt<p> </p> <p> </p> <p> </p>2025-12-19T00:00:00+00:00Direitos de Autor (c) 2025 João Pedro Frois